O marketing sensorial faz uso dos cinco sentidos como  estratégia para atingir os consumidores de uma determinada marca. É uma comunicação assertiva por ser centrada na experiência e emoções do público-alvo. Dentre os sentidos, destaca-se o olfato. Quem não reconhece o cheirinho da loja da Melissa? Ou o frescor do perfume da MMartan? Essas marcas se consagraram por suas fragrâncias que são a identidade da marca, e também  um grande ativo comercial. 

A fragrância atua na região do sistema límbico do cérebro, que é responsável pelos comportamentos sociais e pelas emoções. Ou seja, não é um simples cheirinho de uma loja, mas um importante recurso de lembrança. O marketing olfativo é poderoso por estar ligado às nossas memórias olfativas. O cheiro pode acalmar, tranquilizar ou também nos fazer querer ficar mais tempo na loja.

Segundo uma pesquisa da Universidade Rockfeller, 35% da nossa memorização vem do olfato, enquanto apenas 5% vem da visão. Já uma pesquisa comportamental realizada na Alemanha concluiu que o uso de fragrâncias personalizadas aumenta o tempo de permanência da pessoa no ponto de venda em 15,9% em média, a probabilidade de compra em 14,8% e as vendas reais em 6% (LAMEIRA; PINTO, 2008).

Com a criação de uma atmosfera no ponto de venda que impulsione as negociações,  o marketing olfativo tornou-se um gatilho imprescindível para o estímulo das vendas, fortalecimento de branding e arma de fidelização. O estímulo sensorial não apenas fomenta a ação de maneira irracional, como também nos ajuda a diferenciar um produto do outro. Eles também se incorporam na memória a longo prazo e se tornam parte do processo decisório (LINDSTROM, 2012, p. 18).

O olfato exerce influência sobre os consumidores, podendo determinar até a imagem que a empresa quer transmitir ao público: esportiva, moderna, clássica ou jovem, por exemplo.

Algumas marcas vão além do ponto de venda e comercializam o aroma utilizado no ambiente, para que a pessoa possa levar para casa. Essa estratégia é especialmente usada para o público feminino. Ao levar para casa, a pessoa tem mais tempo de contato com a fragrância, auxiliando na memorização afetiva dela. 

Como saber a fragrância ideal para o meu negócio?

Há inúmeros estudos que conseguem definir o tipo de cheiro mais apropriado para cada comércio. No entanto, este é um trabalho que pode levar anos até se chegar ao aroma perfeito.

Um exemplo de investidores do marketing olfativo são os hotéis, que buscam fidelizar os hóspedes e fortalecer o  vínculo. Afinal, o marketing olfativo busca expandir a experiência sensorial, através da associação a alguma emoção positiva, sensação de ambiente agradável e acolhedor. É uma ferramenta poderosa de comunicação e até as embalagens dos produtos já ganharam esse complemento. 

Para o caso dos fabricantes de produtos de consumo (alimentícios, higiene pessoal, de limpeza doméstica, entre outros) o aroma/fragrância é tão decisivo e se trata de uma relação tão íntima e pessoal com os seus consumidores que desde o seu lançamento no mercado são firmados contratos de exclusividade com fornecedores de aromas e fragrâncias. Quando fidelizamos uma marca é porque aquele produto tem uma personalidade, um significado específico pra nós e o “cheiro” que o caracteriza. Todo esse conjunto sensorial é incorporado às nossas expectativas de prazer e benefício do produto. 

Se você não sabe por onde começar, a Sensory Design pode te ajudar a proporcionar uma melhor experiência aos seus clientes. Somos uma empresa focada na pesquisa sensorial e de neurociência com consumidores e na avaliação de produtos com painel sensorial treinado. Que tal elaborar uma estratégia de marketing que realmente vai mudar a percepção do consumidor em relação à sua marca? 

Referências:

LINDSTROM, Martin. Brandsense: segredos sensoriais por trás das coisas que compramos. Porto Alegre: Bookman, 2012

LAMEIRA, O. A.; PINTO, J. E. B. P. Plantas medicinais: do cultivo, manipulação e uso à recomendação popular. Belém: Embrapa Amazônia Oriental, 2008.

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